quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Vamos Fazer Um Filme - Legião Urbana


Achei um 3x4 teu e não quis acreditar
Que tinha sido há tanto tempo atrás
Um bom exemplo de bondade e respeito
Do que o verdadeiro amor é capaz
A minha escola não tem personagem
A minha escola tem gente de verdade
Alguém falou do fim-do-mundo,
O fim-do-mundo já passou
Vamos começar de novo:
Um por todos, todos por um

O sistema é mau, mas minha turma é legal
Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme

O sistema é mau, mas minha turma é legal
Viver é foda, morrer é difícil
Te ver é uma necessidade
Vamos fazer um filme
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?

Sem essa de que: "Estou sozinho."
Somos muito mais que isso
Somos pingüim, somos golfinho
Homem, sereia e beija-flor
Leão, leoa e leão-marinho
Eu preciso e quero ter carinho, liberdade e respeito
Chega de opressão:
Quero viver a minha vida em paz
Quero um milhão de amigos
Quero irmãos e irmãs
Deve de ser cisma minha
Mas a única maneira ainda
De imaginar a minha vida
É vê-la como um musical dos anos trinta
E no meio de uma depressão
Te ver e ter beleza e fantasia.

E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."?
E hoje em dia, vamos Fazer um filme
Eu te amo
Eu te amo
Eu te amo


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Férias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Queridos (e silenciosos) leitores do É isso (?!),
o tão aguardado recesso do fim de ano está em seu início e devemos aproveitar cada segundo seu da melhor forma possível. Expectativas, ansiedades, desejos e esperanças recebem 2011. Entretanto, 2010 ainda tem 11 dias e devemos usá-los para sermos felizes ainda este ano!!! Você já parou para programar suas férias? Já se preparou para conhecer novas pessoas? Já está cogitando suas novas aventuras? Aproveite esse tempo e mãos a obra!
E Carpe Diem!!!!

Mistério do Planeta - Novos Baianos
Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
E passo aos olhos nus
Ou vestidos de lunetas,
Passado, presente,
Participo sendo o mistério do planeta
O tríplice mistério do "stop"
Que eu passo por e sendo ele
No que fica em cada um,
No que sigo o meu caminho
E no ar que fez e assistiu
Abra um parênteses, não esqueça
Que independente disso
Eu não passo de um malandro,
De um moleque do brasil
Que peço e dou esmolas,
Mas ando e penso sempre com mais de um,
Por isso ninguém vê minha sacola


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Alunos das turmas 601 e 701 do C.E.Prof.ª Clarice C. M. Caldas

Listagem de alunos em recuperação:
601
Alef
Aurean
Bianca
Camila
Cintia
Dennis
Fernanda
Jefferson
Jorge
Juliano
Luciano
Ludmila
Marcelo
Marco Antônio
Maria
Matheus Barbosa
Mayara
Pedro
Richard
Ubirajara
Wallace

701
Anderson
Carlos Roberto
Douglas
Gleyciane
Gracimar
Jorge Douglas
Joseane
Juliana
Lucas
Luciana
Luís Gustavo
Luiz Guiherme
Mariana
Matheus
Michel
Peterson
Roberto Antônio
Roberto
Thainá
Willian

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Gaudêncio Frigotto

Professor da Faculdade de Educação da UERJ, atuando no Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana.

Link para entrevista;

Pátria Minha
Vinicius de Moraes

A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes."


Texto extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 383.

Aqui faço referência ao blog em que li este belo poema.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Breves reflexões sobre a operação policial na Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão

Após conversar e me informar com uma amiga, ler reportagens sobre as fugas de bandidos no Complexo, um texto de Luiz Eduardo Soares sobre segurança pública carioca e a mídia, essa postagem sobre a exclusão social dos moradores de favelas, sobretudo do Complexo, essas perguntas sobre a violência atual no Rio de Janeiro e outro sobre o ataque do Comando Vermelho, percebi que acho tudo muito estranho e desconexo...

Primeiramente, achei super estranho o início da história, em que bandidos mandavam passageiros e motoristas descerem dos ônibus para, só após, atearem fogo nos veículos (prática incomum, já que, para eles, o mais importante é o tamanho do estrago e não a vida);

Também achei muito estranho que na fuga os policiais conseguiam atirar somente nas pernas de alguns bandidos (prática incomum, já que, para eles, o mais importante é o tamanho da chacina e das atrocidades e não a vida);
Também estranhei que o único helicóptero blindado estava em manutenção, justamente durante a ocupação, impossibilitando uma ação mais profícua;
Achei estranho que, mesmo conscientes da grande operação que fariam e dos riscos aos quais as redes de tvs corriam, até às 17 h. da quinta-feira a Globo e a Record puderam filmar, levando-nos a testemunhar (essa palavra não foi escolhida em vão) a benevolente operação, "sem derramamento de sangue";
Estranho também que não tenham cercado o Complexo do Alemão, já que aquela estrada e a mata que liga a Vila do Cruzeiro ao Complexo (pela qual os traficantes fugiram) são conhecidas por todos os interessados naquela situação, inclusive a polícia;
Acho muitíssimo estranho que tantos homens ainda não tenham sido encontrados, já que para a polícia “missão dada é missão cumprida”, ou seja, eles afirmam ter como um de seus objetivos, prender os grandes traficantes, mas só prenderam bandidos insignificantes e o Zeu (será que era para exibí-lo como troféu para os telespectadores e aliados da Rede Globo?);
Estranhei os bandidos só deixarem para trás drogas e armas e nenhum dinheiro; será mesmo que os bandidos conseguiram levar toda a grana ou era tanto arrego que não tinham mais nada?
Também acho estranho que os policiais rapidamente tenham deixado de lado suas diversas e constantes práticas desonestas pelo bem-estar dos favelados, que por diversas vezes (e já vi e vivi barbaridades na favela em que atualmente resido) foram alvo (outra palavra que não foi escolhida em vão) de seus preconceitos e abusos.

Como observadora, sei que a própria polícia responderá meus questionamentos e, como curiosa, procurarei saber um pouco da realidade que me é escondida por eles; quer dizer, o que começou a ser revelado já inicia a elucidação de meus questionamentos…

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Calendário de aniversário de escritores

Sempre desejei um calendário com os aniversários dos escritores. Não sei se esta ideia é original, mas pra mim é muito interessante e útil. Inclusive, encontrei um blog-calendário, o O Calendário.

JANEIRO
5/01 - Umberto Eco (1932)

FEVEREIRO

MARÇO

ABRIL
18/04 - Monteiro Lobato (1882);
19/04 - Manuel Bandeira (1886);
20/04 - Augusto dos Anjos (1884);

MAIO
11/05 - Rubem Fonseca (1925);

JUNHO
27/06 - Guimarães Rosa (1908);

JULHO

AGOSTO
20/08 - Cora Coralina (1889);

SETEMBRO
10/09 - Ferreira Gullar (1930);

OUTUBRO
19/10 - Vinicius de Moraes (1913);
24/10 - Ziraldo (1932);
31/10 - Carlos Drummond de Andrade (1902);

NOVEMBRO
7/11 - Cecília Meireles (1901);
17/11 - Raquel de Queiroz (1910);

DEZEMBRO
10/12 - Clarice Lispector (1920);
13/12 -Adélia Prado (1935);


Soneto de aniversário

Vinicius de Moraes


Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

(Rio, 1942)


Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 451.

Disponível em: http://www.releituras.com/viniciusm_aniversario.asp Acessado em: 19/11/2010.